É uma liderança articuladora engajada na luta contra o racismo ambiental e o racismo religioso no Território Sul da Bahia. Integra a Comissão de Igualdade Racial de Arataca e é membro da RENAFRO Ilhéus desde 2015.
Sua trajetória religiosa, educacional e cultural, bem como sua participação social e seu compromisso com as causas relacionadas às mudanças climáticas, têm se destacado não apenas em seu território, mas também em âmbito nacional.
Durante sua caminhada, já recebeu diversos reconhecimentos, entre eles a Placa Estrela de Arataca, o Prêmio Mãe Beata de Iemanjá, de abrangência nacional, e o título de Guardião da Pedra de Xangô, em Salvador.
É autor do livro Cartografia Social dos Povos Tradicionais em Arataca/BA e do artigo internacional Social Cartography of Terreiro and Traditional Peoples’ Agriculture: An Interdisciplinary Dialogue for Agroecological Transition.
Para o babalorixá:
“Representar os povos de comunidades de terreiro e de matriz africana faz parte da minha missão e do meu projeto de vida, pois a nossa luta não pode cessar. Quero continuar atuando no campo das discussões sobre políticas públicas para o meu povo e participar de mesas de negociações nacionais e internacionais em defesa da preservação ambiental, com foco no cuidado com os nossos biomas.”
A missão ocorreu em dois momentos: o primeiro, de forma presencial, em São Paulo (SP), nos dias 28 e 31 de maio; e o segundo, também presencial, em Bonn, na Alemanha, nos dias 1º e 8 de junho de 2026.
O objetivo da missão foi proporcionar a representantes das comunidades tradicionais e da sociedade civil organizada, vinculados ao Programa Kala-Tukula, uma experiência de intercâmbio internacional.
Os cinco selecionados participaram da dinâmica das negociações internacionais, além de representar seus territórios e fazer ecoar suas vozes para o mundo em defesa da justiça climática.



